O Terapeuta: conte-me seus segredos

Como uma leitora que não é adepta ao gênero romance erótico (com direito a sublinhar e destacar o ‘não’), devo dizer que O Terapeuta: conte-me seus segredos foi uma aposta certeira para começar a me aventurar nesse estilo literário que vem crescendo significativamente nos últimos anos, principalmente depois do lançamento da trilogia 50 Tons de Cinza de E. L. James.

Diferente de 50 Tons de Cinza, do qual não consegui avançar na leitura, nem com toda a minha dedicação, a história de Marianne Cooper, uma design de interiores, e Sawyer Graham, um terapeuta sexual, me conquistou logo no inicio, fazendo crescer em mim uma curiosidade gigantesca e felina sobre como se daria o desfecho da história de amor que começava aos poucos a surgir entre o terapeuta e sua paciente.

Construído a partir de duas narrativas – o livro apresenta o ponto de vista dos dois protagonistas alternados conforme os acontecimentos ganham vida ao longo dos capítulos – a história apresenta um enredo interessante e que, em momento algum, peca ao utilizar elementos clichês na trama.

São exatamente esses elementos clichês, utilizados de forma estratégica pela autora, que acabam servindo como ponta de corda, amarrando, assim, o leitor a cada página lida de uma maneira encantadora e única.

Para muitos assíduos desse gênero, a comparação de O Terapeuta com a obra de E. L. James parece um tanto óbvia, principalmente pela apresentação da personalidade dos protagonistas: ele, um homem de sucesso com super ego e certo de jamais se apaixonar por uma paciente, e ela, uma mulher inibida, presa nos próprios temores e que se considera sem graça e fria.

Porém, assim como nos romances épicos onde a plebeia se apaixona pelo príncipe, essa química de “os opostos se atraem” sempre dá certo e, ainda arrisco dizer, que é justamente essa química que faz de O Terapeuta uma história cativante.

E não é somente pela escolha dessa relação existente entre personagens e suas personalidades que a autora acerta em sua obra.

Valentina K. Michael acerta em cheio ao escolher o consultório de um terapeuta sexual para o desenrolar da trama. As consultas, nada convencionais, diga-se de passagem, entre Graham e Cooper, são o auge da obra, apresentando aquilo que a maioria dos leitores buscam ao adquirir um livro desse gênero: sexo. E sim, possui muito sexo, para a felicidade geral da nação, assim como cenas que fazem o mais duro dos corações suspirar, mesmo que essas sejam poucas.

E já que tocamos no assunto tema de O Terapeuta, sexo, devo aqui deixar anotado que todas as cenas impróprias para menores, apesar de apresentarem algumas palavras de baixo calão (eu não esperava encontrar nada menos do que encontrei), foram muito bem escritas e com um tato raro de se encontrar nas produções do gênero.

Sem baixarias desnecessárias ou elementos que denigrem a imagem da mulher, O Terapeuta é uma ótima opção para quem curte o gênero, ou simplesmente, assim como eu, está procurando ampliar os horizontes no mundo literário.

E, para quem acha que a história termina nas últimas páginas do livro, está muito enganado. O Terapeuta: conte-me seus segredos é o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome. Sem sombra de dúvidas, eu já adquiri os outros dois volumes, óbvio que eu não poderia ficar sem saber o final.


 

O Terapeuta: conte-me seus segredos ♠ Valentina K. Michael ♣ Edição Própria ♥ Crédito de imagem: Pia Prattes

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